Outubro Rosa

A batalha contra o câncer de mama não começa no Outubro Rosa. É uma luta diária de conscientização, adoção de hábitos e práticas que ajudam a prevenir a doença ou permitem um diagnóstico precoce, o que aumenta consideravelmente as chances de um tratamento bem-sucedido.

O surgimento de um câncer de mama pode estar relacionado a diversos aspectos, incluindo fatores biológicos, hormonais, genéticos e comportamentais.

Portanto, com a adoção de mudanças no seu estilo de vida, é possível reduzir em 30% o risco de ter a doença.

Além disso, é importante a realização da mamografia e outros exames periódicos, bem como de práticas que ajudem a identificar qualquer alteração nas mamas, como o autoexame.

Pensando em oferecer mais informações sobre o assunto a você, conversamos com o Dr. Bruno Mancinelli, mastologista da DaVita Serviços Médicos. Veja no vídeo ao lado.

E não se esqueça. Em caso de dúvidas, agende sua consulta e converse com um dos nossos especialista.

Consultas e exames que você pode fazer:

Mastologia

Especialmente nas mulheres, diversos distúrbios podem afetar as mamas e necessitar da avaliação de um mastologista, médico que se ocupa das doenças nas glândulas mamárias, fazendo seu diagnóstico e tratamento, assim como a reabilitação pós-cirúrgica, quando necessário.

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Papanicolau

Pesquisa alterações causadas pelo papilomavírus humano, o HPV, envolvido em praticamente todos os casos de câncer nessa região. Por isso, é usado como um método de prevenção contra esse tipo de câncer. Além disso, detecta a presença de outras infecções locais.

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Ginecologia

Da puberdade à menopausa, a mulher experimenta diversas mudanças peculiares em seu corpo, além de oscilações hormonais que muitas vezes impactam seu bem-estar geral.

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Videolaparoscopia Ginecológica

A videolaparoscopia ginecológica é um procedimento cirúrgico minimamente invasivo, feito por meio de duas ou três pequenas incisões na região abdominal da paciente, através das quais o cirurgião introduz as pinças cirúrgicas necessárias para a intervenção...

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Outubro Rosa
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19/10/2020

Como a ultrassonografia entra no rastreamento de câncer de mama

Você vai ao ginecologista e seu médico pede, além da mamografia, uma ultrassonografia das mamas. E a pergunta que vem à cabeça é: preciso mesmo realizar os dois exames?   A mamografia, que consiste numa radiografia das mamas, de fato é o único método de imagem com eficácia comprovada na redução de mortalidade por câncer de mama, razão pela qual é usada de forma universal para rastrear a doença em mulheres a partir da meia-idade. Logo, desse exame não dá para abrir mão.   Mas a ultrassonografia pode ser necessária para melhorar a sensibilidade – justamente a capacidade de encontrar alterações – da mamografia em pacientes cujas mamas são densas, ou seja, compostas por mais tecido fibroglandular do que por gordura.    Ocorre que esse tecido, que contém as estruturas envolvidas na produção de leite, aparece esbranquiçado nas imagens mamográficas, da mesma forma que eventuais nódulos ou lesões mamárias, dificultando o rastreamento, mesmo para os olhos treinados do radiologista. A parte gordurosa da mama, ao contrário, fica escura no exame, permitindo maior contraste com lesões.    Quem precisa dos dois exames   O predomínio do tecido fibroglandular é característico de mulheres mais jovens. Acontece que, mesmo a partir da quarta década de vida, muitas pacientes continuam com mamas densas devido a fatores hormonais e reprodutivos, o que pode dificultar o diagnóstico de determinadas alterações pelo estudo mamográfico.    Por isso, os especialistas consideram a realização combinada de mamografia e ultrassonografia nesse grupo de pacientes. Uma não substitui a outra, que fique bem claro: são métodos complementares.   Em mulheres com mamas formadas principalmente por tecido gorduroso, por sua vez, a mamografia costuma dar conta do recado e pode dispensar o complemento ultrassonográfico no rastreamento.    O que a ultrassonografia das mamas mostra   A ultrassonografia, que usa ondas sonoras para captar imagens do interior dos órgãos, detecta lesões que não podem ser bem visualizadas na mamografia por conta da maior densidade mamária.    Além disso, o exame distingue cistos, que têm conteúdo líquido ou espesso em sua maioria, de nódulos, que apresentam conteúdo sólido. Nas imagens da avaliação mamográfica, os dois tipos de lesão se assemelham.   Em mulheres jovens, que ainda não fazem rastreamento periódico de câncer de mama, a ultrassonografia é o exame de escolha para investigar queixas de nódulos palpáveis, complicações após cirurgias e outras doenças mamárias.   Vale lembrar que o método também serve para guiar biópsias de mama, procedimento executado quando há necessidade de extrair fragmentos de lesões para verificar a natureza de suas alterações no laboratório. 

Outubro Rosa
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19/10/2020

Minha mamografia deu BI-RADS. Devo me preocupar?

Se não bastassem os termos de difícil entendimento para uma pessoa leiga no resultado de uma mamografia, o laudo também conclui a análise com uma sigla, BI-RADS, acompanhada de um número que vai de 0 a 6. Muita gente estranha essa nomenclatura. Meu exame recebeu a classificação BI-RADS 3, o que isso significa? O BI-RADS é a sigla da expressão Breast Image Reporting and Data System, uma metodologia criada pelo Colégio Americano de Radiologia, em 1993, para padronizar os laudos da mamografia, de forma a reduzir os riscos de má interpretação dos achados de imagem entre diferentes médicos e serviços de saúde, e ainda favorecer a comparação de resultados a cada ano – já que o rastreamento mamográfico é anual.  A estratégia ajuda o médico que acompanha a paciente a definir a continuidade da investigação com outros métodos de imagem ou mesmo com a biópsia mamária, procedimento realizado para a retirada de fragmentos de uma lesão de mama em casos suspeitos de câncer. Inicialmente, o sistema foi desenvolvido para categorizar os laudos de mamografia, mas hoje também se aplica a exames de ultrassonografia das mamas e de ressonância magnética das mamas.  Para que você possa entender melhor os próximos passos da investigação diagnóstica a partir de um resultado de mamografia ou de outro exame de imagem das mamas, nossos especialistas explicam o significado de cada categoria do BI-RADS. Confira.  Classificação dos achados da imagem segundo o BI-RADS Categoria Significado BI-RADS   0 Exame inconclusivo, o que pode ocorrer por problemas técnicos, como mau posicionamento das mamas e axilas no aparelho e movimentação da paciente durante o exame. Recorre-se também a essa categoria quando há dúvidas sobre a existência de alguma alteração, o que geralmente implica a realização de uma nova mamografia na sequência ou outros exames de imagem. BI-RADS 1 Exame normal, sem achados. Nessa situação, a mamografia não encontra nenhuma alteração e não há risco de câncer de mama. A próxima avaliação mamográfica pode ser feita com intervalo de um ano. BI-RADS 2 Exame com achados benignos. A mamografia detecta alterações, mas, apenas por seu aspecto, o radiologista consegue determinar que apresentam natureza benigna. Cistos simples (veja boxe) são exemplos bem comuns dessas lesões. Da mesma forma, o estudo pode ser repetido normalmente em 12 meses. BI-RADS 3 Exame com achados provavelmente benignos. Aqui, embora as lesões pareçam benignas, o radiologista não tem 100% de certeza disso. Assim, a recomendação, para uma mamografia com esse resultado, é repetir o exame em seis meses para verificar se houve mudanças ou se os achados iniciais permaneceram estáveis. De qualquer modo, o risco de uma lesão BI-RADS 3 ser câncer de mama não passa de 2%. BI-RADS 4 Exame com achados suspeitos de câncer. Quando uma lesão recebe essa classificação, obrigatoriamente precisa de biópsia para esclarecimento de sua natureza – se benigna ou maligna. Nem sempre, no entanto, a alteração encontrada corresponde a um tumor maligno. Por isso, a categoria abrange três subdivisões: BI-RADS 4A, que tem baixo risco de malignidade, entre 2% e 10%; BI-RADS 4B, com risco entre 11% e 50%; e BI-RADS 4C, com risco entre 51% e 95%. BI-RADS 5 Exame com elevado risco de câncer. Nessa categoria, só pelo aspecto dos achados o radiologista percebe que se trata de lesão/alteração altamente suspeita de tumor de mama, acima de 95%. De qualquer modo, todos os casos que recebem essa classificação também requerem biópsia para a confirmação diagnóstica da doença. BI-RADS 6 Resultado com lesão maligna já conhecida. Costuma aparecer nos laudos de exames de pacientes antes ou durante o tratamento – por exemplo, na mamografia de mulheres que já começaram uma quimioterapia. A categoria, na pratica, serve para indicar ao médico solicitante que a lesão em questão não é nova, mas aquela que motivou a terapia. Também tem importância para que o achado não seja contabilizado como um novo caso de câncer, para efeitos epidemiológicos.   Entenda outros termos que pode encontrar em seus exames de mama NódulosLesões com conteúdo sólido. Características como tamanho, contorno (regular ou irregular), limites e densidade ajudam a indicar se são benignos ou suspeitas de câncer.   CistosTêm conteúdo líquido e espesso, quando são considerados cistos simples, ou conteúdo heterogêneo, líquido e sólido, quando são tidos como cistos complexos. Quase sempre têm natureza benigna.   Microcalcificações Cristais de cálcio depositados na mama. Podem corresponder ao primeiro sinal de câncer de mama apenas quando aparecem agrupadas, com densidade, formatos e tamanhos diferentes. 

Outubro Rosa
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19/10/2020

Mamografia reduz a mortalidade por câncer de mama

Diversas condições clínicas podem ser prevenidas com comportamentos saudáveis e seguros, especialmente as que apresentam poucas causas. No câncer de mama, que decorre de diferentes fatores de risco, como ambientais, biológicos, comportamentais, reprodutivos, hormonais e genéticos, o desafio de evitar a doença dessa forma é maior – mas não impossível.  Segundo o Instituto Brasileiro de Câncer (Inca), algumas boas escolhas que fazemos são capazes de prevenir 30% dos casos desse tumor. Entre elas, praticar atividade física regularmente, controlar o peso e manter uma alimentação saudável.  O Inca também lembra que o aleitamento materno configura um fator de proteção contra o tumor. Conforme um estudo que envolveu mulheres de 30 nacionalidades diferentes, o risco de desenvolver câncer de mama cai 4,3% a cada 12 meses de amamentação. Contudo, com exceção dos fatores de risco comportamentais, os demais aspectos que aumentam a chance de desenvolver um tumor mamário não podem ser modificados. Por isso, os especialistas utilizam a chamada estratégia de prevenção secundária, que consiste em pesquisar o câncer quando ainda não há sinais e sintomas dele (veja boxe). Para tanto, utiliza-se a mamografia, uma radiografia das mamas capaz de revelar nódulos (caroços) não palpáveis ou mínimas alterações compatíveis com um tumor em estágio inicial. Benefícios do rastreamento  O Ministério da Saúde recomenda que as mulheres realizem a mamografia entre os 50 e os 69 anos de idade, a cada dois anos, a mesma indicação da Organização Mundial de Saúde. Já o Colégio Brasileiro de Radiologia, a Sociedade Brasileira de Mastologia e a Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia defendem que o exame seja feito anualmente a partir dos 40 anos. Entre um parecer e outro, evidentemente, vale o que o seu médico orientar. Diversos estudos ao redor do mundo apontam que o rastreamento mamográfico periódico reduz de forma importante a mortalidade por câncer de mama – os percentuais de redução variam de 25% a 40% – e diminui a agressividade do tratamento e seus efeitos adversos. Afinal, quanto mais cedo se detecta uma lesão maligna, menos recursos terapêuticos são necessários para combatê-la. O fato é que a mamografia não previne o tumor mamário, mas permite seu diagnóstico precoce, possibilitando que a mulher saiba que tem a doença antes mesmo de apresentar qualquer manifestação clínica e faça o tratamento antes que o tumor cresça e se espalhe. Por essa razão, o uso do método está relacionado à diminuição da taxa de mortalidade por câncer de mama. Em situações especiais, como em casos de risco de câncer hereditário ou na presença de mamas muito densas, a mamografia pode ser combinada à ressonância magnética ou à ultrassonografia para aumentar a sensibilidade do rastreamento. A associação desses métodos de imagem visa sempre ao diagnóstico do câncer em estágio inicial, quando, vale assinalar, as chances de cura ultrapassam a casa dos 90%.  Atenção a sinais e sintomas nas mamas Mesmo fazendo mamografia conforme a periodicidade determinada nas consultas anuais com o ginecologista e/ou mastologista, nos intervalos entre um rastreamento e outro, procure se certificar de que suas mamas permaneçam inalteradas desde a última avaliação, observando-as e palpando-as pelo menos uma vez por mês. Conheça seu corpo e fique atenta particularmente à presença de: - Caroço fixo e indolor, percebido pela palpação - Pele das mamas avermelhada e retraída - Mamilos alterados - Secreção nos mamilos (que sai espontaneamente) - Gânglios no pescoço ou nas axilas Esses sinais e sintomas são característicos de doenças de mama, inclusive câncer. Portanto, se encontrar algum deles, procure esclarecimentos com seu médico. 

Outubro Rosa
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19/10/2020

Estou com câncer de mama. E agora?

Após receber o diagnóstico de câncer de mama, é natural que o chão pareça sumir por alguns segundos. A gente logo pensa numa cirurgia extensa e num tratamento agressivo.  Mas respire fundo e escute o que seu médico tem a dizer. Hoje as coisas estão muito melhores.  Na maioria dos casos, as intervenções para a remoção do tumor são menos invasivas, envolvendo a retirada de um quadrante (quadrantectomia) ou de um setor (setorectomia) da mama, assim como de alguns linfonodos das axilas. A mastectomia, que consiste na remoção total do órgão, atualmente se reserva apenas aos casos mais graves e, mesmo assim, os médicos costumam tentar outras saídas que preservem a mama antes de recorrer a esse expediente. Qualquer que seja o tipo de procedimento, o bem-estar da mulher com seu corpo agora está na ordem do dia, sem prejuízo da eficácia da retirada da lesão. Tanto na rede pública quanto na rede de saúde suplementar, as pacientes têm direito à cirurgia de reconstrução imediata da mama afetada, sempre que houver condições, é claro. Caso ocorra alguma assimetria, a lei também prevê a cobertura de eventual correção posteriormente.   Depois da cirurgia O tratamento, contudo, não termina após a operação. A seguir, há necessidade de alguma estratégia para impedir que as células que formaram o tumor continuem proliferando e espalhando a doença, localmente ou em outros órgãos. É o que se chama de terapia adjuvante, que envolve, além da quimioterapia, a radioterapia, a terapia biológica e a hormonioterapia (veja boxe). Essas modalidades podem ser usadas isoladamente ou em conjunto, conforme as necessidades de cada paciente. Também é possível empregá-las, inclusive, para o reduzir o tamanho do tumor antes da operação – trata-se da terapia neoadjuvante. A escolha da melhor conduta depende das características biológicas do tumor – se tem receptores para hormônios ou para proteínas que promovem seu crescimento – e da extensão da doença, o que varia de acordo com o tamanho do câncer e com sua eventual disseminação para linfonodos próximos ou para outros órgãos (veja tabela). As condições da paciente também são levadas em conta, incluindo idade, presença de outras enfermidades, fato de já ter entrado ou não na menopausa e até mesmo preferências pessoais. Na prática, quanto mais precocemente o tumor for descoberto, menos agressivas serão as medidas terapêuticas. Como pode flagrar o câncer em estágio inicial, o rastreamento anual com mamografia traz justamente essa possibilidade. Daí a insistência na pesquisa do tumor antes que ele se manifeste.   Como funcionam os diversos tratamentos para o câncer de mama   Radioterapia: utiliza radiação para evitar que as células malignas voltem a se multiplicar nas mamas ou em outros órgãos. O tratamento é local, dirigindo-se apenas à mama acometida pelo tumor.   Hormonioterapia: prescrito para os tumores que têm receptores hormonais, como estrógeno e progesterona, que, nesses casos, são estimulantes de seu crescimento. O tratamento, feito por via oral, bloqueia a atividade hormonal e a consequente disseminação das células alteradas.   Quimioterapia: consiste na infusão intravenosa de medicamentos anticancerígenos que combatem o tumor, controlam seu crescimento e inibem a proliferação das células malignas. Como se trata de uma terapia sistêmica, que se reflete por todo o corpo, células saudáveis também acabam sendo impactadas, notadamente as sanguíneas, as da mucosa (da boca, do estômago e dos genitais) e as dos folículos capilares.   Terapia biológica: indicada para tumores que apresentam receptores para o fator de crescimento epidérmico 2, o HER-2, que também estimula o desenvolvimento do câncer. Igualmente administrada por infusão intravenosa, volta-se contra essa proteína nas células cancerígenas, razão pela qual é conhecida como terapia-alvo.    Como é feita a classificação da extensão da doença   A biópsia com análise anatomopatológica fecha o diagnóstico de câncer e ainda revela o tipo de célula envolvida, assim como a gravidade e a extensão da doença. Com esse estudo, combinado a um ou mais exames de imagem para a pesquisa de lesões em outros órgãos (metástases) e a testes que informam as características biológicas do tumor, o médico consegue conhecer o estágio do câncer, o que o ajuda a fazer a escolha terapêutica e a determinar o prognóstico – ou seja, como a doença vai evoluir. De modo geral, o tumor de mama pode ser classificado em quatro estágios, segundo o Instituto Nacional de Câncer:   Estágio I - Tumores com tamanho igual ou inferior a 2 cm sem comprometimento dos linfonodos Estágio II - Tumores com tamanho igual ou inferior a 2 cm com comprometimento dos linfonodos - Tumores de 2 a 5 com ou sem comprometimento dos linfonodos - Tumores maiores que 5 cm sem comprometimento dos linfonodos Estágio III - Tumores com tamanho igual ou inferior a 5 cm com comprometimento importante dos linfonodos - Tumores maiores que 5 cm com comprometimento dos linfonodos  - Tumores com extensão para a parede do tórax ou para a pele, com ou sem comprometimento dos linfonodos - Tumores inflamatórios Estágio IV - Tumor de qualquer tamanho com metástase a distância (em outro órgão, como pulmões, cérebro e fígado, entre outros)

Outubro Rosa
Outubro Rosa
16/10/2020

A origem do câncer de mama

O câncer é uma doença causada pela multiplicação rápida e desordenada de células anormais, que formam um tumor. Pode ocorrer em diversas estruturas do corpo e, quando envolve as células das glândulas mamárias, determina o câncer de mama, que se apresenta sob diferentes formas, algumas restritas aos ductos e lóbulos envolvidos na produção de leite, outras mais agressivas, que tomam todos os tecidos mamários e podem se espalhar pelo corpo. Bastante frequente no mundo todo, o tumor de mama divide a primeira posição com o de pulmão no ranking dos cânceres mais incidentes do globo, respondendo por mais de 2 milhões de casos novos por ano, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS). No Brasil, as estimativas para 2020 apontam mais de 66,2 mil casos novos, de acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca). Apesar dos avanços no diagnóstico e nas modalidades de tratamento que marcaram as últimas décadas, a mortalidade pela doença continua bastante elevada. Dados da OMS e do Inca dão conta de que houve 627 mil mortes por câncer de mama no mundo em 2018, sendo 17,7 mil no Brasil. Isso significa que a maioria desses casos foi diagnosticada de modo tardio, pois, quando descoberto precocemente, esse tumor tem elevada taxa de cura, que passa de 90%. Riscos em toda parte Mas por que ainda temos tantos casos, em pleno século 21? É claro que a falta de acesso à saúde pelo mundo responde, em boa parte, por tais números, mas vamos aqui tratar de fatores que facilitam o desenvolvimento da doença. A idade é o principal deles, quatro em cada cinco casos ocorrerem após os 50 anos, segundo o Inca. Quanto maior a expectativa de vida no planeta, que só aumenta, haverá mais casos. Outros fatores determinantes para o desenvolvimento do tumor mamário são ambientais, comportamentais, reprodutivos e hormonais, além dos genéticos.  Os fatores hormonais e reprodutivos dizem respeito à exposição aos hormônios femininos ao longo da vida reprodutiva da mulher, já que eles estão por trás de 70% de todos os cânceres de mama, servindo de combustível para a proliferação das células malignas e, consequentemente, para o crescimento dos tumores. Incluem a primeira menstruação antes dos 12 anos, entrada na menopausa depois dos 55 anos, primeira gestação depois dos 30 anos, ausência de gravidez, uso de contraceptivos orais e terapia de reposição hormonal.  Entre os fatores ambientais estão ganho de peso após a menopausa, falta de atividade física, exposição à radiação ionizante (sobretudo radioterapia no tórax em idade precoce) e consumo de álcool – mesmo a ingestão de poucas doses por semana aumenta o risco de tumor mamário. Algumas atividades ocupacionais também estão relacionadas à doença, conforme afirma o Inca, como as das indústrias de borracha, plástico e química, bem como das refinarias de petróleo. Por fim, a genética igualmente interfere na possibilidade de desenvolver esse câncer, mas é responsável por apenas 5% a 10% dos casos. A presença de parentes de primeiro grau com a doença eleva o risco, mas desde que o diagnóstico tenha sido feito antes dos 50 anos nas pessoas acometidas. A história familiar de tumor de ovário e de tumor de mama em homens – sim, isso pode acontecer, embora com frequência bem menor que nas mulheres – do mesmo modo aumenta o risco, assim como o encontro de mutações em genes associados às formas hereditárias de câncer de mama, como BRCA1 e BRCA2. À exceção dos fatores ambientais, que, em sua maioria, podem ser modificados, os demais praticamente não permitem intervenção. Por isso, as sociedades médicas e as autoridades de saúde adotam uma estratégia de prevenção secundária do câncer de mama, baseada na pesquisa da doença antes que a mulher apresente sintomas, o que é feito com mamografia e outros exames de imagem, conforme idade e riscos da paciente.